sábado, 9 de outubro de 2010

Adaptação

"[...] -Você não viu que ela ria de você?
-Vi sim. Vi e ouvi tudo.
-E mesmo assim estava feliz?
-Sim. O amor que eu sentia por ela era meu e não dela. Nem ela podia tirá-lo de mim. Você é aquilo que ama, não aquilo que ama você!"

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Fé na vida

Eu decidi, a partir de hoje, que não quero e não vou me acomodar! Eu quero o melhor da vida e se eu ainda não consegui tê-lo comigo não significa que eu tenha que parar de buscá-lo. Estou cansada do possível! Quero o príncipe encantado, o castelo e principalmente o "felizes para sempre". E mesmo que esse seja um sonho inalcançável, eu não deixarei de tê-lo em mim. Afinal, o que nos move não é essa busca incessante por algo?

Quero alguém que me conquiste a cada dia, com cada gesto, com cada palavra. Alguém que diga o que eu preciso ouvir, mas que também se importe com o que, em algum momento, eu possa estar querendo ouvir. Alguém que goste de ouvir a minha risada estranha e que faça de tudo para arrancá-la de mim (tarefa fácil essa). Alguém que me ache linda por fora mesmo quando eu acabei de acordar e que consiga me ver maravilhosa por dentro mesmo nos momentos de futilidade, enxergando o que possa haver de bom em mim. Um alguém em que eu possa depositar um pouco mais da minha confiança. Alguém fiel e, mais que isso, LEAL. Leal não só a mim como mulher, mas sobretudo às pessoas, a seus próprios princípios. Se eu busco ser, há de existir outro que também busque.

Que ele não me faça sentir como se louca fosse quando vier uma ou outra crisezinha de ciúme. Que nessas ocasiões possa conversar comigo e ouvir um pouco do meu chilique, por saber que nessas horas eu preciso tirar de mim todo aquele incômodo. Que possa entender que eu não sei "esquecer" nada. E não sei mesmo. É um defeito, confesso, porém para mim ou as coisas são esclarecidas verdadeiramente ou aquela sensação de estar engasgada nunca, nunca mesmo, vai passar.

Que o nosso passado seja parte de tudo que somos hoje e que esse seja o seu único papel.

Desejo respeito e desejo...

Quero a mistura de carinho, cumplicidade e paixão. Ah... como eu sou feliz quando estou apaixonada! Como tudo parece menor... Como me fazem falta os sorrisos deslocados ao lembrar de uma ou outra cena. Aquela saudade que não passa, a vontade de estar perto, o aconchego... Como eu me amo mais quando estou apaixonada! Parece que toda a minha vida se mostra melhor. Sinto-me embriagada pela felicidade que toma conta de mim.

E, acima de tudo, que eu possa proporcionar o mesmo a ele. Se tudo isso é sonho, sonhemos então!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Se as pessoas soubessem o quão duro eu batalho por minhas pequenas conquistas, elas não lhe pareceriam assim tão insignificantes.

sábado, 1 de maio de 2010

"Dizem que no fim a gente pensa no começo"

Quando as palavras "eu te amo" vêm acompanhadas por uma pesar na voz que as propaga, é hora de pensar... no fim, no começo, ou até no recomeço...
As palavras antes ditas quase que com orgulho saem hoje quase que com vergonha. E "amar você" é o reflexo de um sentimento ruim para o outro.
Você nao é mais orgulho. Você não é mais música. Você é silêncio.
[...]
Ou um zumbido irritante que quer parar de incomodar.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Coração

Eu, no auge do meu egoísmo, sempre achei que, mais que as outras pessoas, sinto mesmo com o coração. Mesmo que biologicamente saiba da inverdade disso, é nele que eu sinto os reflexos de tudo o que me acontece.
Por vezes, senti que ele estava duro, apertado, como um homem que fecha a mão com a maior força que tem.
Por outras, senti-me apunhalada e, no meu interior, era visível uma adaga enterrada no meu peito.
Mas a pior de todas as sensações até hoje era senti-lo partido em quatro, por duas espadas, que me cortaram em um movimento de "X" em algumas oportunidades. Essa sempre foi a manifestação das minhas dores mais intensas.
Contudo, descobri uma nova forma do meu coração demonstrar seu sofrimento. Hoje eu o sinto despedaçado, ou mais que isso, aos farelos. Um biscoito de água e sal nas mãos de uma criança que brinca de comer.