quinta-feira, 24 de julho de 2008

D - e - s - m - o - r - o - n - a - n - d - o . . .

A casa construída sobre a areia não se firma
Abala-se pela menor das brisas
Na hora da tempestade, não lhe serve como abrigo
Algoz, por desmoronar
Caindo o teto que deveria servir-lhe de proteção
O concreto esmagador deveria lhe cobrir

A morada que se sustenta nos tempos de paz não realiza nada de extraordinário
Paz ou ilusão?
Uma forma de se embriagar e manter um pouco mais de sanidade

Felicidade se dê, talvez, na construção de algo extraordinário a partir do simplório
E o que há de incrível em estar bem quando está tudo bem?
O maravilhoso está em buscar a alegria no íntimo da mais profunda tristeza

Talvez seja hora de parar de tentar reformar
Parar de segurar uma coluna que deveria manter-se por si só
Deixe-a ruir, deixe-a seguir o seu caminho se é assim que lhe convém
As mãos do pedreiro já estão cansadas...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

São só desabafos que ninguém quer ouvir...

Palavras que se unem em pensamentos soltos e desconexos
Confusões mentais que atordoam ou não
Eternas dúvidas acerca de certezas
E são tantas acumuladas que é como se tudo fosse muito pouco, muito tolo
Esse muito pouco, algo grande, suficientemente capaz de mexer com uma preocupação inerte e nada mais
Constantes momentos de inconstância
Ataques súbitos de uma sensação aleatória de felicidade
E no próximo minuto... melancolia, raiva...
E vem: "mas nem existem problemas de verdade"
Ou existem?
E surge uma coisa de não ter do que reclamar que não convence
Minha roda viva gira cada vez mais e mais rápido e junto com ela a certeza que não faço a mínima idéia de nada...
Discursos repetidos, nada original
A vontade de ser diferente que é igual em todos
O desejo de mudar algo que não se sabe o que é
Mais uma vez o comum entedia e o diferente assusta pela ousadia
E esse vazio...
Mas tudo bem
São só desabafos que ninguém quer ouvir!