A casa construída sobre a areia não se firma
Abala-se pela menor das brisas
Na hora da tempestade, não lhe serve como abrigo
Algoz, por desmoronar
Caindo o teto que deveria servir-lhe de proteção
O concreto esmagador deveria lhe cobrir
A morada que se sustenta nos tempos de paz não realiza nada de extraordinário
Paz ou ilusão?
Uma forma de se embriagar e manter um pouco mais de sanidade
Felicidade se dê, talvez, na construção de algo extraordinário a partir do simplório
E o que há de incrível em estar bem quando está tudo bem?
O maravilhoso está em buscar a alegria no íntimo da mais profunda tristeza
Talvez seja hora de parar de tentar reformar
Parar de segurar uma coluna que deveria manter-se por si só
Deixe-a ruir, deixe-a seguir o seu caminho se é assim que lhe convém
As mãos do pedreiro já estão cansadas...