domingo, 7 de setembro de 2008

Eu(lírico)

Sabe quando aquela pessoa que você tanto quis diz aquela frase que você tanto esperou? Mas se a pessoa não for mais aquela? E por mais que tenha mexido com você talvez ela não faça mais tanta diferença...
O que você recorda dela tem algo de bom, mas ela, hoje, só te traz um gosto amargo no coração, um gosto de dor. Por mais que a saudade lhe diga que algo foi bom, o buraco no seu peito é a prova incontestável que esse bom não valeu, e mais, continuará sem valer a pena, a dura pena.
Por mais que haja a possibilidade de um futuro feliz, o passado amargurado não se quer deixar ser esquecido. E você, como se o considerasse um aprendizado, também quer mantê-lo ali. Estático e perturbador.
A perturbação que lhe causa ódio também é capaz de lhe oferecer uma crosta protetora, uma capa onde se esconder, uma armadura que lhe faz ser visto ao observador externo como "forte".
Aquela falsa imagem que se tinha de uma mútua completude já se findou e o anacronismo dos dizeres de agora só reiteram essa crença.
O que permanece incompreendido é o porquê desse incômodo.
As palavras do poeta se esvaem antes que esse sentimento engasgado se vá...
E o eu-lírico, de pé, continua prostrado...

quinta-feira, 24 de julho de 2008

D - e - s - m - o - r - o - n - a - n - d - o . . .

A casa construída sobre a areia não se firma
Abala-se pela menor das brisas
Na hora da tempestade, não lhe serve como abrigo
Algoz, por desmoronar
Caindo o teto que deveria servir-lhe de proteção
O concreto esmagador deveria lhe cobrir

A morada que se sustenta nos tempos de paz não realiza nada de extraordinário
Paz ou ilusão?
Uma forma de se embriagar e manter um pouco mais de sanidade

Felicidade se dê, talvez, na construção de algo extraordinário a partir do simplório
E o que há de incrível em estar bem quando está tudo bem?
O maravilhoso está em buscar a alegria no íntimo da mais profunda tristeza

Talvez seja hora de parar de tentar reformar
Parar de segurar uma coluna que deveria manter-se por si só
Deixe-a ruir, deixe-a seguir o seu caminho se é assim que lhe convém
As mãos do pedreiro já estão cansadas...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

São só desabafos que ninguém quer ouvir...

Palavras que se unem em pensamentos soltos e desconexos
Confusões mentais que atordoam ou não
Eternas dúvidas acerca de certezas
E são tantas acumuladas que é como se tudo fosse muito pouco, muito tolo
Esse muito pouco, algo grande, suficientemente capaz de mexer com uma preocupação inerte e nada mais
Constantes momentos de inconstância
Ataques súbitos de uma sensação aleatória de felicidade
E no próximo minuto... melancolia, raiva...
E vem: "mas nem existem problemas de verdade"
Ou existem?
E surge uma coisa de não ter do que reclamar que não convence
Minha roda viva gira cada vez mais e mais rápido e junto com ela a certeza que não faço a mínima idéia de nada...
Discursos repetidos, nada original
A vontade de ser diferente que é igual em todos
O desejo de mudar algo que não se sabe o que é
Mais uma vez o comum entedia e o diferente assusta pela ousadia
E esse vazio...
Mas tudo bem
São só desabafos que ninguém quer ouvir!

domingo, 25 de maio de 2008

Plenitude

Saudades de uma sensação que eu nem tenho certeza se um dia eu cheguei a sentir...

sábado, 1 de março de 2008

Não saber o que fazer...

E agora? O que eu vou falar? Vou tocar no assunto ou fingir que nada está acontecendo? Remexer na ferida seria o melhor caminho? Começar a contar uma piada agora acho que seria hipocrisia...
Eu só queria confortá-lo...
Não sou boa em consolar pessoas, aliás não sei nem em que sou boa de verdade.
Eu só queria que você soubesse que eu estou aqui pra TUDO o que você precisar.
Queria que confiasse em mim como confio em você e queria, muito mais que tudo, que nada doesse em você!
Gostaria, realmente, que sua dor fosse menor, mas me atrapalho e não sei o que fazer!!!
Queria ter ficado o tempo toda abraçada com você; ou que você deitasse no meu colo e chorasse pelo tempo que quisesse; ou que você disparasse a falar coisas sem sentido para se sentir aliviado; ou ainda, que ficasse calado, mas que entendesse o que eu queria que você soubesse...e que tudo isso te deixasse um pouco mais feliz!
Acho que não sou capaz de imaginar o tamanho da sua dor, mas se você quiser, eu faço tudo o que estiver ao meu alcance para torná-la menor.
Falo, falo e me sinto impotente por não conseguir te passar a segurança que você me passa. É como estar de mãos atadas vendo uma pessoa que a gente ama sofrendo...
Espero, de verdade, que você possa me compreender, meu ribão! Desculpe-me pela minha passividade nesses momentos.
Queria que você entendesse que EU ESTOU AQUI!! E que você pode contar comigo sempre, sempre e sempre!!

domingo, 27 de janeiro de 2008

Que...


Aos meus amigos mais queridos.

Que Deus possa estar comigo e com as pessoas que eu amo nos momentos de dificuldade e que Ele possa nos indicar o caminho correto e mais justo para todos, amigos ou inimigos.
Que Ele possa nos acolher e nos confortar nos momentos de tristeza, e que tais momentos sejam raros.
Que nossas vidas sejam repletas de alegria; que alcancemos as bênçãos prometidas a nós; e que sejamos honrados o suficiente para que sejamos reconhecidos como merecedores e Filhos de Deus.
Que tenhamos força para enxergar as maldades do mundo, e que não finjamos estar tudo bem sempre.
Que sejamos capazes de nos compadecer da dor alheia, e não somente isso, que Deus nos mostre a atitude correta a ser tomada ante esse acontecimento.
Que os pais de família tenham saúde e condição de cuidarem de seus filhos e de suas respectivas esposas; que possam desfrutar de grande felicidade com os seus; e que a sua casa possa ser chamada de LAR.
Que as pessoas que, por ventura, magoamos encontrem conforto e entendam que, por mais que doa, não foi a intenção e nos perdoem.
Que tenhamos a capacidade de perdoar, concedida por Deus, em nossos corações.
Que vivamos honestamente, com humildade e cheios das bênçãos de Deus.
E que sejamos cheios de justiça e gratidão.
Tudo isso em nome de Jesus. Amém.


Uma oração por aqueles com quem eu me importo e que se importam comigo.
Abrá.