A casa construída sobre a areia não se firma
Abala-se pela menor das brisas
Na hora da tempestade, não lhe serve como abrigo
Algoz, por desmoronar
Caindo o teto que deveria servir-lhe de proteção
O concreto esmagador deveria lhe cobrir
A morada que se sustenta nos tempos de paz não realiza nada de extraordinário
Paz ou ilusão?
Uma forma de se embriagar e manter um pouco mais de sanidade
Felicidade se dê, talvez, na construção de algo extraordinário a partir do simplório
E o que há de incrível em estar bem quando está tudo bem?
O maravilhoso está em buscar a alegria no íntimo da mais profunda tristeza
Talvez seja hora de parar de tentar reformar
Parar de segurar uma coluna que deveria manter-se por si só
Deixe-a ruir, deixe-a seguir o seu caminho se é assim que lhe convém
As mãos do pedreiro já estão cansadas...
4 comentários:
F-E-N-O-M-E-N-A-L...
"Caindo o teto que deveria servir-lhe de proteção
O concreto esmagador deveria lhe cobrir [...]"
"Deixe-a ruir, deixe-a seguir o seu caminho se é assim que lhe convém
As mãos do pedreiro já estão cansadas... "
Que Texto! Estou agoracom medo do meuteto.Algo que é o máximo da proteção pode ser tornar algo tão perigoso.
eh ...As mãos do pedreiro já estão cansadas...
"E o que há de incrível em estar bem quando está tudo bem?
O maravilhoso está em buscar a alegria no íntimo da mais profunda tristeza"
Faz muito sentido isso.
Texto excelente!
;***
Muito bom! Mas o que voce quer dizer com isso?
Beijos
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