quinta-feira, 24 de julho de 2008

D - e - s - m - o - r - o - n - a - n - d - o . . .

A casa construída sobre a areia não se firma
Abala-se pela menor das brisas
Na hora da tempestade, não lhe serve como abrigo
Algoz, por desmoronar
Caindo o teto que deveria servir-lhe de proteção
O concreto esmagador deveria lhe cobrir

A morada que se sustenta nos tempos de paz não realiza nada de extraordinário
Paz ou ilusão?
Uma forma de se embriagar e manter um pouco mais de sanidade

Felicidade se dê, talvez, na construção de algo extraordinário a partir do simplório
E o que há de incrível em estar bem quando está tudo bem?
O maravilhoso está em buscar a alegria no íntimo da mais profunda tristeza

Talvez seja hora de parar de tentar reformar
Parar de segurar uma coluna que deveria manter-se por si só
Deixe-a ruir, deixe-a seguir o seu caminho se é assim que lhe convém
As mãos do pedreiro já estão cansadas...

4 comentários:

Gustavo Kihara disse...

F-E-N-O-M-E-N-A-L...

Guilherme Daher disse...

"Caindo o teto que deveria servir-lhe de proteção
O concreto esmagador deveria lhe cobrir [...]"
"Deixe-a ruir, deixe-a seguir o seu caminho se é assim que lhe convém
As mãos do pedreiro já estão cansadas... "

Que Texto! Estou agoracom medo do meuteto.Algo que é o máximo da proteção pode ser tornar algo tão perigoso.
eh ...As mãos do pedreiro já estão cansadas...

F. disse...

"E o que há de incrível em estar bem quando está tudo bem?
O maravilhoso está em buscar a alegria no íntimo da mais profunda tristeza"

Faz muito sentido isso.


Texto excelente!

;***

Unknown disse...

Muito bom! Mas o que voce quer dizer com isso?

Beijos